Registro, Pariquera-Açu e Cajati devem voltar a fase vermelha do Plano SP

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, esses municípios representam 58% dos casos e 41% dos óbitos do Vale do Ribeira

Por Redação 29/07/2020 - 19:00 hs
Foto: Divulgação/Governo de SP
Registro, Pariquera-Açu e Cajati devem voltar a fase vermelha do Plano SP
Marco Vinholi visitará o Vale amanhã (30) juntamente com o secretário de Saúde do Estado

 

O secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, afirmou que fará a recomendação para Registro, Pariquera-Açu e Cajati voltem à fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo. O Vale do Ribeira foi reclassificado recentemente para a fase amarela do Palno, mantendo-se pela terceira semana consecutiva nesta zona. A região deu um salto da fase vermelha para a amarela sem passar pela laranja.

De acordo com o secretário, ele virá para a região amanhã (30), juntamente com o secretário de Saúde do Estado, Jean Carlo Gorinchteyn, para uma reunião com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira e Litoral Sul (CONSAÚDE) e com as equipes do Hospital Regional de Registro (HRR) e o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB), de Pariquera-Açu.

Segundo Vinholi, as três cidades ultrapassaram tanto o critério de número de novas internações quanto por óbitos durante os últimos dias. De acordo com o secretário, esses municípios representam 58% dos casos e 41% dos óbitos do Vale do Ribeira.

Já o secretário de Saúde do Estado, Jean Carlo Gorinchteyn, informou que a região do Vale do Ribeira atingiu o índice de 89% de ocupação dos leitos de UTI.

Gorinchteyn afirmou, também, que foram criados 10 novos leitos de terapia intensiva para a região e que o governo iniciou um programa de transferência dos pacientes para hospitais da Baixada Santista e outras regiões.

“Nenhum paciente deixou ou deixará de ser assistido”, disse Gorinchteyn, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

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Ministério Público

Nesta terça-feira (28), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) recomendou que os prefeitos do Vale do Ribeira implementem a quarentena prevista na fase vermelha do plano. Segundo o órgão, a região registrou um grande avanço no número de casos de Covid-19, resultando a ocupação da maior parte do número leitos.

No documento, o MP destaca a falta de vagas em leitos de terapia intensiva, e afirma que diversos pacientes do Vale já tiveram de ser levados para hospitais de outras regiões do estado (ao menos oito), e outros aguardam (entubados em UPAS ou em leitos de enfermaria) em fila de espera, com grave risco de óbito.

De acordo com o Ministério Público, documentos extraídos do sistema CROSS revelam inúmeros casos de recusa de pacientes, por parte dos hospitais locais, por ausência de vaga. “Em resumo, enquanto para o governo do Estado não mais do que 70% dos leitos estão ocupados, na realidade 100% dos leitos públicos para adultos estão ocupados, havendo fila de espera e risco acentuado de mortes”, destacou o órgão.

Conforme o MP, o fato da região ter sido reclassificada direto da fase vermelha para a fase amarela gerou na população a sensação indevida de minimização do problema, diminuindo ainda mais os índices – que já eram baixos – de isolamento e distanciamento social, únicos meios eficazes de refreamento do contágio. “O efeito trágico dessa decisão precipitada ainda está por ser sentido em sua inteireza”, destaca.

Com isso, o Ministério Público, por intermédio dos promotores de Justiça signatários, orientou que os prefeitos das cidades do Vale do Ribeira implementem em seus territórios, em até 48 horas, regime de quarentena próprio da fase vermelha, ou mesmo medidas até mais rígidas, ao menos até que a taxa de ocupação dos leitos de UTI-Covid da região, excluídos os leitos privados e infantis, permaneça inferior a 70% por período de, no mínimo, sete dias consecutivos.

O órgão definiu que os municípios deverão apresentar resposta no prazo de 48 horas, informando às Promotorias de Justiça das respectivas Comarcas o acatamento ou não desta recomendação, e as respectivas razões em caso negativo.

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Plano São Paulo

Denominado Plano São Paulo, a proposta prevê cinco etapas. As regiões serão classificadas em fases por cor, de acordo com os critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

As cinco fases do programa vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O objetivo da classificação é assegurar atendimento de saúde à população e garantir que a disseminação do coronavírus em níveis seguros para modular as ações de isolamento.

O que pode funcionar em casa fase

Fase 1

Construção Civil
Indústria não essencial 

Fase 2

Construção Civil
Indústria não essencial
Atividades imobiliárias (aberto com restrições)
Concessionárias (aberto com restrições)
Escritórios (aberto com restrições)
Shopping Center (aberto com restrições)
Comércio (aberto com restrições)

Fase 3

Construção Civil
Indústria não essencial
Atividades imobiliárias
Concessionárias
Escritórios
Shopping Center (aberto com restrições)
Salão de beleza (aberto com restrições)
Bares, restaurantes e similares (aberto com restrições)
Comércio (aberto com restrições)

Fase 4

Construção Civil
Indústria não essencial
Atividades imobiliárias (aberto com restrições)
Concessionárias (aberto com restrições)
Escritórios (aberto com restrições)
Shopping Center (aberto com restrições)
Salão de beleza (aberto com restrições)
Bares, restaurantes e similares (aberto com restrições)
Comércio (aberto com restrições)
Academias (aberto com restrições)

Fase 5

Espaços públicos
Teatros e Cinemas
Eventos que promovam aglomerações, incluindo os esportivos
Construção Civil Indústria não essencial
Atividades imobiliárias
Concessionárias
Escritórios
Shopping Center
Salão de beleza
Bares, restaurantes e similares
Comércio
Academias

 














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